[ABERTO – ABIERTO]

A lista de sessões do TAG 2020 em Lisboa está agora disponível. Você pode enviar suas propostas em nosso e-mail [tagiberico@gmail.com] antes de 15 de setembro.


Ya está disponible la lista de sesiones para el TAG Ibérico 2020 en Lisboa. Puedes presentar tus propuestas en nuestro correo electrónico [tagiberico@gmail.com] antes del 15 de septiembre.


SESSÕES – SESIONES

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TIPO: Sessão-Colóquio

Creatividad y Arqueología. ¿Cómo emergen los yacimientos arqueológicos en las relaciones entre arqueólogos y materiales?

Arte y arqueología comparten un pensamiento derivado del análisis de las obras de arte, utilizado para estudiar los primeros objetos arqueológicos, y habitualmente la arqueología ha usado conceptos artísticos contemporáneos para ampliar los límites del registro e interpretación. Sin embargo, ambas disciplinas usan una serie de dualismos ampliamente extendidos como son materia/forma, cuerpo/mente o naturaleza/cultura, que están presentes en otros como creatividad/arte y excavación/registro, que siguen reproduciéndose en general, y en los trabajos de arte y arqueología en particular.

Estos dualismos son foco de la crítica del giro ontológico y los enfoque simétricos, que trataban de anularlos al reconocer que lo material es algo activo y no solamente receptor de los significados que los humanos le dan: “hacemos a los materiales tanto como los materiales nos hacen”. Sin embargo, esta perspectiva parece considerar los dominios de lo humano y lo no- humano como homogéneos. Autores como Ingold proponen introducir aquí el mundo orgánico, no representado en este esquema, para reconocer que no sólo hay dos dominios inmutables, sino que además éstos forman parte de un mundo en constante cambio que no puede ser detenido en el tiempo.

En esta sesión se busca debatir sobre estas cuestiones para dotar de mayor profundidad a las relaciones entre arte y arqueología, no como diálogo interdisciplinar sino como práctica donde los dominios de lo mental, lo humano, lo natural o lo material no están separados ni impuestos unos a otros. Con ello se busca replantear la distinción entre arte y arqueología, así como algunos postulados de la arqueología simétrica. Entender cómo se genera el conocimiento arqueológico en esta práctica creativa permite cuestionar la existencia misma de los objetos “del Pasado”, de sus registros y descripciones tal como los entendemos, así como las nociones de “construcción” y “descubrimiento” del conocimiento arqueológico.

En esta sesión coloquio se busca explorar estas cuestiones mediante la exposición de ideas de los participantes, y para ello se anima al uso de formatos heterogéneos como fotografía, poesía, vídeo, artes plásticas, performance, así como comunicaciones convencionales.

JoséAnt Mármol Martínez (Universidad Complutense de Madrid) jmarmol@ucm.es; tic78josemarmol@hotmail.com

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TIPO: Sessão-Colóquio

“De curvas é feito todo o Universo…”: ortogonalidade e circularidade nos grupos humanos da Pré-História Recente Peninsular

As expressões materiais dos grupos humanos da Pré-História Recente peninsular espelham, não só a tecnologia e os recursos a que estas comunidades teriam acesso, como também as suas componentes mais intangíveis. Estas materializam, com uma necessária contextualização, as suas crenças, entendimentos, racionalizações, sensações e inclusive emoções. Como tal, o claro predomínio da circularidade, em detrimento de elementos angulosos é notória e questionável, pelo menos nos períodos antecedentes à Idade do Bronze peninsular. Esta preferência, e escolha, é materializada não só nas soluções arquitectónicas e construtivas, onde a planimetria circular/ovalada é esmagadora, como também na própria componente material, com pontuais excepções (taças carenadas neolíticas ou as caixas cerâmicas rectangulares). Ainda assim, este panorama não pode simplesmente ser justificado pelas vantagens tecnológicas inerentes a uma construção de tendência circular, que requerem menos matéria prima, menores fundações e uma maior resistividade, encontrando igualmente respostas sociais, cosmológicas e emocionais perante o circular e a própria curva. A sensação natural e visual de unidade sugerida pelo círculo, pode explicar um aparentemente menor estímulo para a compartimentação física do espaço, sugerindo a existência de uma ciclicidade e “infinitude”, fisicamente expressas, que resultam e materializam as cosmologias vigentes. Estas implicam relações e posicionamentos muito concretos do mundo e do espaço, que é necessariamente pensado e reinterpretado, evidenciando-se a aparente substituição das inspirações “naturais”, por sistemas, no decurso da Idade do Bronze, onde o espaço seria compreendido de uma forma mais racionalizada. Partindo destas problemáticas, pretende-se discutir que motivos e sentidos se encontram não só na escolha primordial dos elementos e planimetrias tendencialmente circulares, como também pensar nos agentes de alteração, nos impactos e nos novos significados e organizações que a ortogonalidade tem nos sistemas tecnológicos, cognitivos, psicológicos, emocionais, organizacionais e sociais das comunidades da Pré-Histórica Recente. Para tal, abordagens e perspectivas diversificadas, que podem variar entre a Arquitectura, Sociologia do Espaço, Psicologia Social, Antropologia, entre outras, são bem-vindas.

Ana Catarina Basílio (ICArEHB-UAlg/FCT) catarinasbasilio@gmail.com

3

TIPO: Sessão-Colóquio

Políticas da materialidade

A Arqueologia desenvolveu-se tradicionalmente enquanto disciplina interessada no estudo do passado longínquo. Contudo, ao longos das últimas décadas tem sido capaz de se afirmar como um importante método de conhecimento do passado recente e de crítica interventiva do presente. Nos últimos anos, temos assistido a um crescente interesse na aplicação do conhecimento arqueológico como forma de entendimento dos desafios sociais contemporâneos e futuros. No entanto, é ainda evidente uma persistente resistência ao envolvimento da prática arqueológica nos desafios sociais, políticos, económicos e ecológicos que enfrentamos na contemporaneidade. Mas, pode o discurso arqueológico continuar ausente dos debates sobre igualdade, nacionalismo, racismo, xenofobia, direitos civis, entre tantos outros? Sendo ainda um tema algo incipiente na Península Ibérica, nesta sessão procuramos discutir formas de activismo em Arqueologia centrados nos contextos português e espanhol. Procuramos explorar meios e modelos de envolvimento com os fenómenos sócio-materiais emergentes. Qual o papel da materialidade enquanto instrumento de crítica às ideologias políticas, sociais e culturais? De que forma podemos assumir um papel participativo nos conflitos existentes e latentes? Como podem os diferentes discursos arqueológicos contribuir para a reconstrução colectiva do passado no presente, desempenhando um papel activo na construção um futuro mais democrático, humanitário e saudável?

Sara Simões (Cambridge Archaeological Unit, University of Cambridge) saratsimoes@yahoo.com

Rui Gomes Coelho (UNIARQ—Centro de Arqueologia, Universidade de Lisboa) rui.gomescoelho@rutgers.edu

Xurxo Ayán Vila (Instituto de História Contemporânea, Universidade Nova de Lisboa) xurxoayan@fcsh.unl.pt

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TIPO: Sessão-Colóquio

Arqueologia Experimental: uma prática heurística, analítica e sócio educativa

Nas décadas recentes a Arqueologia Experimental tem integrado a prática da investigação arqueológica nos mais variados domínios, revelando-se uma forma de investigação fundamental em muitas problemáticas arqueológicas. A Arqueologia Experimental pode ter, entre outras, três dimensões que gostaríamos de discutir nesta sessão-colóquio: uma dimensão heurística que se pauta pela aquisição do saber fazer em que o conhecimento tácito é dominante (na acepção de Michael Polanyi), uma dimensão analítica em que a experimentação é controlada por parâmetros exactos e contrastável como método de verificação e ou validação de hipóteses decorrentes de problemáticas de investigação arqueológica, e uma dimensão socioeducativa em que a arqueologia experimental se assume como poderosa ferramenta de educação patrimonial e como prática que se foca no desenvolvimento de habilidades sinestéticas num mundo cada vez mais focado na intangibilidade digital.

Pedro Cura (Centro de Geociências da Universidade de Coimbra, uID73-FCT) pedrocura@gmail.com

Sara Cura (Museu de Arte Pré-Histórica de Mação, Centro de Geociências da Universidade de Coimbra, uID73-FCT) saracura0@gmail.com

Andrea Martins (UNIARQ – FLUL; FCT; AAP) andrea.arte@gmail.com

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TIPO: Sessão-Colóquio

Da economia à identidade: discursos arqueológicos sobre o consumo, do passado ao presente

«What was once a natural act becomes a social act entangled in history and politics, open to law and regulation, helping to define what it is to be human.» (J. Storey, Theories of Consumption, 2017, p. 3. Londres: Routledge).

Desde os finais da década de 1970 a análise do consumo conheceu um desenvolvimento considerável no âmbito das Ciências Sociais. A visão tradicional, economicista, foi progressivamente substituída por leituras mais complexas que identificam o consumo como um fenómeno sociocultural com implicações na construção e representação da ordem social e das identidades individuais e colectivas. O impacto dessa renovação teórica na Arqueologia foi contudo reduzido, facto surpreendente considerando a sua relação com a cultura material e as virtualidades dos seus métodos analíticos para a delimitação de padrões e estratégias de consumo. Com esta sessão pretende-se, por um lado, debater as formas como o consumo foi abordado, pensado e teorizado no âmbito da Arqueologia peninsular, enfatizando as possíveis razões para a escassa penetração de novos modelos conceptuais e interpretativos no âmbito do discurso arqueológico. Por outro lado, pretende-se lançar uma reflexão colectiva sobre os possíveis caminhos teóricos e metodológicos para o desenvolvimento de uma Arqueologia do Consumo, debatendo as formas e os modos de superar uma visão mais tradicional fortemente marcada pela análise económica e as novas abordagens focadas no consumo enquanto prática social e cultural activa intimamente relacionada com a construção e representação da(s) identidade(s). Assim, no âmbito desta sessão terão lugar quaisquer contributos que pretendam reflectir sobre as formas teóricas e metodológicas de abordar e interpretar padrões e estratégias de consumo concretos através do registo arqueológico, independentemente do contexto cronológico ou cultural a abordar. As perspectivas interdisciplinares, focadas no impacto dos métodos analíticos e da Arqueometria na reconstrução das lógicas e práticas de consumo, serão igualmente bem-vindas nesta discussão.

Francisco B. Gomes (UNIARQ – Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa; Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa; Fundação para a Ciência e Tecnologia) franciscojbgomes@gmail.com

6

TIPO: Sessão-Colóquio

Green archaeology/Arqueología verde

La propuesta que se presenta, para ser llevada a cabo en el próximo TAG Ibérico en Lisboa, pretende continuar con la línea de investigación planteada en el primer TAG en Carmona, de la mano de Ignacio Rodriguez Temillo, bajo el título ARQUEOLOGÍA Y PENSAMIENTO VERDE. En primer lugar, se aspira a consolidar una sesión, en este tipo de encuentros, dedicada a tratar la relación entre patrimonio arqueológico y natural, a través del tiempo y del espacio: es decir desde la antigüedad hasta la actualidad y desde cuestiones locales hasta retos globales. Además, se propone para ello una visión interdisciplinaria (que incluya no sólo arqueólogos, sino también filósofos, gestores del patrimonio, arquitectos, botánicos, etc.) En segundo lugar, crear un espacio de debate donde abordar toda una serie de cuestiones, como por ejemplo cómo las nuevas técnicas y métodos aplicados al estudio del pasado, específicamente tratando de reconstruir el entorno medioambiental, la gestión de los recursos, la dieta, etc., están proporcionando una información muy detallada acerca de estos aspectos debe integrarse en proyectos más amplios. Por otro lado, plantear cómo podemos utilizar toda esa información para resolver problemas que amenazan nuestro presente. En este sentido, nos parece extremadamente relevante para el pensamiento arqueológico contemporáneo reflexionar cómo desde la arqueología se pueden ofrecer soluciones para combatir problemas actuales, como el aumento de temperatura del planeta. Consideramos que ante el estado de emergencia climática en el que vivimos, que pone de manifiesto como la manera de gestionar los recursos del planeta hasta ahora no es sostenible y es fundamental aprender del pasado. Los objetivos de la sesión son los siguientes: a) dar continuidad a una línea de trabajo basada en la necesidad de un mayor y mejor entendimiento de la interacción entre cultura y naturaleza b) discutir cómo podemos integrar en proyectos realmente interdisciplinarios la gran cantidad de datos sobre ecología que las recientes técnicas y métodos arqueológicos están proporcionando c) reflexionar sobre cómo se puede aplicar el estudio del pasado a resolver problemáticas medioambientales actuales (como por ejemplo la reinstauración en determinadas zonas de técnicas constructivas tradicionales –como la arquitectura en tierra – contribuyendo a un modelo de desarrollo más adecuado). d) reflexionar sobre cómo, a partir de un marco teórico y metodológico, llevar a cabo una gestión sostenible del patrimonio (desde la reconstrucción arqueológica hasta el ecoturismo) e) plantear un diálogo transversal e interdisciplinar que incluya concienciar administración y comunidades, sobre la integración de los restos arqueológicos en un paisaje (natural y/o urbano) atendiendo a las características de su entorno en la antigüedad y a principios de sostenibilidad medioambiental.

Mònica Bouso (Investigadora-profesora Post-Doctoral, Facultat de Lletres, Universitat de Lleida (UdL) Profesora interuniversitaria, Grado de Historia, Historia del arte y Geografía, Universitat de Lleida (UdL)-Universitat Oberta de Catalunya (UOC)) monicabouso@historia.udl.cat; mbousog@uoc.edu

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TIPO: Sessão-Colóquio

Periferias e Fronteiras: perspectivas arqueológicas

Os conceitos de periferia e fronteira assumem-se em diferentes concepções mas que têm como base a definição de um espaço geográfico, social, ou simbólico distante de um centro político, administrativo, económico ou cultural. Ou seja, são espaços à margem ou que rodeiam um lugar central, estabelecendo com ele uma relação recíproca e/ou antagónica.

Ao mesmo tempo, a situação fronteiriça ou periférica é idónea para estabelecer com as comunidades vizinhas relações de cumplicidade e até mesmo de identidade, muitas vezes mais estreitas do que as que se mantêm com os respectivos centros, sobretudo pela proximidade.

Por outro lado, estes fenómenos não são estáticos. Uma determinada região, espaço ou lugar pode ser um centro, evoluir para uma periferia, voltar a ser um centro, derivado a diferentes ciclos e factores internos e externos. Uma fronteira, independentemente da sua estabilidade (a raia luso-espanhola é disso um exemplo), pode cumprir funções de defesa, vigilância ou, simplesmente, ser um ponto de encontro, dependendo das circunstâncias históricas.

Nos últimos anos, a anulação das fronteiras internas da União Europeia conduziu a novas realidades nos espaços que, antes, constituíam pontos de vigilância e defesa. Esta condição de separação configurou paisagens particulares (por exemplo, fortalezas, casas da Guarda Fiscal) e pode, hoje, ser uma mais-valia para o estudo do património transfronteiriço como parte de uma história comum de comunidades politicamente separadas, mas muito possivelmente unidas no seu quotidiano.

Como estudar a(s) Periferia(s) e as fronteiras através da arqueologia? Sendo esta premissa o busílis da sessão, a mesma engloba diversas questões: como se identificam no contexto arqueológico? Quais as características? Como evolui o conceito e a sua aplicabilidade aos diferentes períodos cronológicos desde a pré-história à contemporaneidade? Quão as actuais definições são anacrónicas? Os espaços fronteiriços vêem-se a si mesmos como periferias? Como proteger o património arqueológico destas áreas? E por fim, como fazer arqueologia em zonas periféricas, distanciados dos grandes centros ibéricos político-culturais e/ou das grandes temáticas académicas actuais?

Tiago Ramos (FCT/IEM-UNL/USAL) tiagopinheiroramos@gmail.com

João G. Araújo (CHAM-UNL/UAç) araujo.jnga@gmail.com

Pedro Albuquerque (FCT/ UNIARQ/ Universidad de Sevilla) albuquerque@us.es

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TIPO: Sessão-Colóquio

La valoración económica de los bienes arqueológicos

Hace ya décadas que la valoración económica de los bienes arqueológicos es una labor necesaria en diferentes situaciones: cuando se procede a la expropiación forzosa de los terrenos en que se encuentra un yacimiento; cuando se producen daños al patrimonio arqueológico y se solicita una peritación en el marco de un proceso penal o de un procedimiento administrativo; cuando tiene lugar un hallazgo casual y es preciso tasar los bienes para el pago del premio por parte de las administraciones públicas, etc. Todas estas situaciones tienen como común denominador la necesidad de llegar a una cantidad que refleje el valor económico de los bienes y que tenga validez para ocasionar los efectos pertinentes en procedimientos oficiales. En otros ámbitos fuera de lo público también se requiere de estas valoraciones: en el mercado lícito de antigüedades o en el momento de tasar a efectos de seguro un determinado elemento arqueológico, por ejemplo. De lo anterior se deduce que la valoración económica de los bienes culturales se aplica fundamentalmente en dos grandes ámbitos. En primer lugar, en la estimación del coste económico del deterioro o del expolio del patrimonio arqueológico a fin de determinar las sanciones a imponer a los causantes del mismo. En segundo lugar, para establecer el precio de los objetos patrimoniales a fin de regular las operaciones económicas en el mercado lícito de antigüedades. Pese a ello, no existe una respuesta única, ni siquiera medianamente consensuada para realizar estas tasaciones. Aunque sí contamos con algunos criterios que se utilizan de manera general, nuestra reciente jurisprudencia es una clara prueba de una situación en la que todavía podemos encontrar diferencias sustanciales. Por todo ello, planteamos esta sesión coloquio en la que podamos presentar y debatir diversas propuestas tendentes a fijar los criterios que deben incluirse en las evaluaciones económicas del patrimonio arqueológico; teniendo en cuenta que han de ser sus características distintivas las que se han de valorar para llegar a cifras económicas que sean útiles en los procesos en los que se requieren y reflejen la realidad de los bienes a los que se refieren. El estado de conservación, la significación arqueológica, el conocimiento científico derivado de ellos, su nivel de protección, la significación social, entre otros, pueden ser algunos de los criterios sobre los que reflexionar. Aunque todavía no hemos contactado con posibles participantes, sí pensamos invitar a investigadores, nacionales e internacionales, que han trabajado sobre este tema.

Ana Yáñez (Departamento de Derecho Administrativo (Universidad Complutense de Madrid), proyecto de I+D ‘Instrumentos jurídicos en defensa de la integridad de los bienes arqueológicos’ y Némesis (Asociación para la investigación y defensa del patrimonio cultural contra el expolio y el tráfico ilícito)) yannez@der.ucm.es

Ignacio Rodríguez Temiño (Conjunto Arqueológico de Carmona (Junta de Andalucía), proyecto de I+D ‘Instrumentos jurídicos en defensa de la integridad de los bienes arqueológicos’ y Némesis (Asociación para la investigación y defensa del patrimonio cultural contra el expolio y el tráfico ilícito)) ignacio.rodriguez.temino@juntadeandalucia.es

José Andrés Afonso Marrero (Departamento de Prehistoria y Arqueología (Universidad de Granada) y proyecto de I+D ‘Instrumentos jurídicos en defensa de la integridad de los bienes arqueológicos’) jaamarre@ugr.es

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TIPO: Mesa-Redonda

Arqueología y transformación social. Experiencias de acción directa, evaluación de resultados y aprendizajes

Esta Mesa Redonda supone una continuación y desarrollo de la Mesa MIDIENDO LA TRANSFORMACIÓN SOCIAL DE LA ARQUEOLOGÍA PÚBLICA, del TAG Ibérico 2018, siendo el objetivo principal el generar debate y reflexión de los aspectos teóricos inherentes a la Arqueología Pública y poner de relevancia la importancia y necesidad de definir y medir los impactos sociales, políticos, económicos, educativos del desarrollo de nuestra profesión. Como introducción se debatirán tres aspectos fundamentales: Cultura y Arqueología Pública, Transformación social de la Arqueología y el Patrimonio Cultural como Bien Común. Para ello se partirá definiendo lo que es Cultura y se expondrá el conjunto de derechos individuales que la conforman, (derechos de crear, producir, disfrutar y gestionar), analizando la Cultura en su vertiente pública y privada frente a la Cultura Común. Así se reflexionará sobre el término Bien Común como derecho colectivo, que no se legitima desde lo jurídico (Estado), sino desde lo social (la Comunidad). Se debatirá sobre donde convergen estos derechos en el caso de la Arqueología Pública, definiendo lo que es y lo que no es AP, y el posicionamiento de ésta entre el Estado y la Sociedad Civil. Después preguntaremos sobre la transformación social de la Arqueología: ¿realizar una actividad económica implica retorno social? ¿es una opción o una obligación? Se expondrán ejemplos (reivindicaciones sociales, feminismo, retorno económico local, políticas culturales, etc.) a debatir en ambos sentidos. Continuaremos exponiendo el Patrimonio Cultural como Bien Común y como “espacio” de entendimiento y encuentro entre Estado-Arqueólog@s-Sociedad Civil, donde cada actor se (re)conoce así mismo y al otro. Se hablará de la necesidad de establecer indicadores que midan este escenario. Los números hay que contextualizarlos, implementar lo cualitativo, para que nos permitan proponer medidas de mejora en la socialización del Patrimonio Cultural, pero también pueden ayudar a la toma de decisiones internas (gestión) y externas (políticas culturales), cerrando el círculo. Finalmente como “lo que no se mide no se gestiona”, trataremos de conocer cómo se pueden medir los impactos sociales, económicos y políticos desde la AP.

Ángel Astorqui (Tanea Arqueología, CDL Cantabria, PECCA) (RELATOR) angel@cooltoure.com

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TIPO: Sessão-Colóquio

Arqueología y maritorio: desterrando la arqueología marítima de la Edad Moderna

El mar, que cubre 71% de la superficie terrestre, merece un papel central en la arqueología de la Edad Moderna, especialmente si pretendemos diversificar y profundizar nuestro entendimiento del desarrollo y los impactos de procesos complejos como el capitalismo, la globalización y la modernidad a múltiples escalas espaciales y temporales. La Arqueología Histórica o Post-Medieval, con su combinación de fuentes independientes como la evidencia material, los documentos históricos y la historia oral, puede abrir nuevas perspectivas sobre el papel del mar dentro de estos procesos. A pesar de esto, el mar sigue siendo un espacio poco teorizado en la arqueología de la Edad Moderna, aunque muchos de sus enfoques de estudio centrales como el colonialismo, la globalización y la diáspora africana son inseparables del mar. Inspirados por el promisorio concepto de maritorio propuesto por los investigadores latinoamericanos J. Herrera y M. Chapanoff (2017), esta sesión buscará ampliar las perspectivas teóricas sobre el mar desde la arqueología del mundo moderno. En su conceptualización, el maritorio “trata fundamentalmente de dar valor y significado a todo lo que todavía aparece en blanco al ser observado desde un punto de vista terrestre. Su objetivo es resaltar que el mar es un espacio significativo y, por lo tanto, está sujeto a la construcción cognitiva y a la lectura a lo largo de los siglos.” ¿Por qué no empezar a ver el mar, no como ese espacio en blanco más allá de la tierra firme, sino como un espacio que rebosaba con lugares significativos transitados, utilizados y habitados por personas en el pasado y el presente? En esta sesión, los participantes cortaremos cabos y levaremos anclas, desterrando el terracentrismo subyacente de la arqueología y proponiendo nuevas e innovadoras vías teóricas y metodológicas para integrar el mar como un aspecto central en nuestros estudios del pasado.

Konrad A. Antczak (Universidad Pompeu Fabra) konrad.antczak@upf.edu

Sergio Escribano-Ruiz (Universidad del País Vasco) sergio.escribanor@ehu.eus

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TIPO: Mesa-Redonda

Tradições orais e vestígios arqueológicos

Nesta mesa-redonda procura-se analisar um conjunto heterogéneo e diversificado de relações sistematicamente existentes entre determinados vestígios arqueológicos e as tradições orais do património imaterial a eles associadas. Estas manifestações simbólicas foram surgindo, ou sendo criadas, ao longo dos tempos, pelas diferentes comunidades locais como forma de interpretação ou explicação dessas materialidades pré-existentes. Mitos, lendas, etno-narrativas, crenças, práticas rituais e outros tipos de manifestações imateriais locais oferecem explicações muito mais cercanas aos próprios sítios e vestígios arqueológicos, constituindo um verdadeiro corpus de conhecimentos alternativos, sempre dotados de uma grande coerência no âmbito da racionalidade camponesa e claramente afastados dos saberes científicos academicamente estabelecidos. Entre os principais objectivos desta sessão estará o de facilitar o debate e o intercâmbio de ideias relativas à (in)compatibilidade ou complementaridade dos saberes académicos e camponeses, assim como a análise das chaves ontológicas, funcionais, espaciais e temporais de certos tipos de sítios que materializam a diacronia das suas eventuais ocupações e a alteridade dos seus (supostos) protagonistas.

Alexandra Vieira (CITCEM; IPB) alexxa.vieira@gmail.com

Lois Ladra (Investigador Independente) loisladra@gmail.com

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TIPO: Sessão-Colóquio (*con la posibilidad de introducir algunos añadidos de diversos recursos para incentivar que los participantes lleven a cabo un pequeño ejercicio práctico)

¿Hablamos de ontografía? Ensayando sistemas de representación en arqueología

“¿Qué es lo imprescindible para que un lugar exista?” ¿Permanece o se transforma? ¿Se convierte en otro lugar al transformarse? ¿Los elementos que lo caracterizan tienen duraciones diferentes? ¿Qué ocurre cuando deja de existir? De un modo u otro, como arqueólog@s, tod@s nos enfrentamos reflexivamente a estos procesos de comprensión sobre el cambio, intentando definir las temporalidades, las continuidades y discontinuidades de la materialidad y la vida social, así como los procesos de construcción de la memoria y la identidad. Dentro de la disciplina arqueológica estamos, más o menos familiarizad@s con estos ejercicios de reflexión, puesto que siempre hemos querido saber, con mayor o menor intensidad, hasta qué punto nuestra subjetividad, nuestro lugar en el mundo, condiciona la forma en que lo comprendemos y actuamos en él. Buena prueba de ello es la celebración desde hace ya varias décadas de los TAG y, más recientemente, de su versión ibérica. Sin embargo, no es tan habitual que esta reflexividad se aplique a la forma en que modelamos y representamos dichos procesos. La ontografía y los sistemas de representación que empleamos en arqueología constituyen un potente recurso de aproximación al mundo y de construcción de conocimiento y son, a su vez, una forma eficaz de comunicar y transmitir ese conocimiento. Pero, ¿estamos utilizando todos los sistemas de representación a nuestro alcance para comunicar nuestros discursos? Y no sólo eso, ¿estamos sacando el máximo provecho al potencial de los sistemas existentes o, simplemente, los concebimos como meras herramientas que complementan y apoyan la información discursiva? En definitiva, ¿estamos haciendo una investigación reflexiva en clave ontográfica -cómo representamos “la realidad”- a la par de la ontológica -qué entendemos por “la realidad”? En esta sesión pretendemos explorar, a través de diversos ejercicios, las posibilidades existentes para registrar y transmitir el conocimiento que generamos, profundizando en nuevos modos de modelar y representar no sólo nuestros datos sino también nuestros relatos.

Cristina Tejedor-Rodríguez (Investigadora posdoctoral, Programa Juan de la Cierva-Formación. Institudo de CIencias del Patrimonio, Consejo Superior de Investigaciones Científicas (Incipit CSIC))
cristina.tejedor@incipit.csic.es

María Masaguer (Técnica de Investigación. Incipit CSIC) maria.masaguer@incipit.csic.es

David Barreiro (Técnico de Investigación. Incipit CSIC) david.barreiro@incipit.csic.es

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TIPO: Sessão-Colóquio

Arqueologia Pública e as Convenções de La Valletta e de Faro

Existirão projectos na área do património arqueológico/arqueologia pública, com uma efectiva partilha de poder e de decisão, ou apenas com elementos participativos? A «Convenção Europeia para a Protecção do Património Arqueológico (revista)», La Valletta, 1992, para além da conservação e da valorização do património arqueológico, limitava as suas preocupações ao reconhecimento do valor deste pelo público, para uma melhor compreensão do passado, e para alertar para os perigos que o ameaçavam. Posteriormente, a «Convenção Quadro do Conselho da Europa Relativa ao Valor do Património Cultural para a Sociedade», Faro, 2005, veio promover a ideia de que todo o indivíduo tem direito a envolver-se com o património cultural e que essa relação com a sociedade deve ser efetuada no âmbito da gestão do património arqueológico. Mas a generalidade dos cidadãos, incluindo gestores do património e arqueólogos, não estão muito bem familiarizados com os seus princípios, causando profundas limitações na sua aplicação prática. A abordagem da Convenção de Faro traz maior complexidade, no sentido em que faz um apelo à participação dos cidadãos na gestão do património cultural, e na própria tomada de decisão, sendo a que suscita maior debate e dúvidas quanto à sua implementação. Nesta sessão iremos apresentar e problematizar projectos culturais participativos na área da arqueologia pública, abordando os respectivos modelos de participação no que respeita ao nível de envolvimento dos cidadãos e das suas expectativas, bem como o impacto destes projectos e a sua avaliação, apontando para o desenvolvimento de uma prática arqueológica que aplica os princípios teóricos de uma arqueologia participada e colaborativa.

Objectivos:

–          Fazer uma apreciação das boas práticas em Arqueologia Pública através da apresentação de exemplos nacionais e internacionais, e debater como os princípios enunciados pelas convenções de La Valletta e de Faro são representados nesses casos.

–          Discutir estratégias para uma efectiva aplicação das ideias base dessas convenções em prol de uma arqueologia mais ligada à sociedade. – Promover a aproximação entre teoria e prática na gestão do património arqueológico.

João A. Ferreira Marques (DGPC – Direção-Geral do Património Cultural; Presidente da mesa da Secção de História da Associação dos Arqueólogos Portugueses; CEAACP – Centro de Estudos de Arqueologia, Artes e Ciências do Património) jmarques@dgpc.pt

Leonor A. P. de Medeiros (Departamento de História – Faculdade de Ciências Sociais e Humanas – NOVA FCSH; Presidente da Direcção da Associação Portuguesa de Arqueologia Industrial; CHAM – Centro de Humanidades) leonormedeiros@fcsh.unl.pt

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TIPO: Mesa-Redonda

ARQUEOLOGÍA ZOMBI. Arqueología sometida a los envites del neoliberalismo

El nacimiento de la arqueología profesional en España a partir de la Ley 16/85 de Patrimonio Histórico Español, hunde sus raíces en la segunda fase del neoliberalismo, aquella que, según algunos autores, fue la primera oportunidad para la implantación de la teoría neoliberal en economías reales, que, entre otras cosas supuso la desregularización de mercados sectoriales mediante la privatización de servicios públicos (o que deberían haberlo sido como en el caso de la gestión del patrimonio arqueológico). Por tanto, el mal está dentro, la arqueología profesional nace, como un zombi postapocalíptico hijos del genial George Romero, con el virus del neoliberalismo, cuyas ideas y posturas se han radicalizado tras la crisis de 2008. Se ha promovido pues una población (arqueológica también) resiliente, capaz de adaptarse a todo con una base que asume el individualismo y la competencia más atroz. Resiliencia como capacidad de aceptar las “nuevas” reglas del juego, impregnada de violencia. Arqueólogos resilientes, que sobreviven al redundante, al que sobra, que son, sin embargo, mercancías, que asumen el trabajar para uno mismo y la competencia como algo natural “es lo que hay”, bajo el discurso empresarial basado en la flexibilidad y la asunción del riesgo como horizonte que deriva, finalmente, en la precarización del sector. El emprendimiento como guía de comportamiento y como primer resultado, la autoexplotación. En esta mesa redonda se propone una reflexión sobre la arqueología como zombi o superviviente, como resiliente, para, una vez conscientes de esa nuestra realidad o “illusio” despertar para destruir lo que conocemos y no, como está sucediendo actualmente tras la manida recuperación económica que estamos viviendo, volver a lo mismo de antes, lo que algunos autores han llamado “reencantamiento”. Acabar con la alienación entendida como la aceptación acrítica de la realidad en la que estamos sumergidos.

Jesús Martín Alonso (Universiteit van Amsterdam) jefreje@gmail.com

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TIPO: Sessão-Colóquio

Matrices de dominación, colonialismos y espacios engenerados: Una reflexión sobre la interrelación de las “diferentes diferencias” desde la arqueología

En 1989, Kimberlé Crenshaw propuso la noción de “interseccionalidad” para reflexionar sobre la interrelación de diferentes ejes de opresión en distintos individuos y grupos. En los últimos años, feministas decoloniales como María Lugones o Rita Segato han sugerido otros términos (e.g., sistema, matriz) para mostrar cómo las “diferentes diferencias” no pueden existir de forma aislada, sino que se constituyen, se reproducen y se actúan recíprocamente. Con sus propuestas, estas investigadoras están reformulando la idea, expresada previamente por Patricia Hill Collins, de la “matriz de dominación”, que se definiría como el cruce de diferentes opresiones que están mutua e inextricablemente constituidas. Pensamos que la matriz de dominación constituye una herramienta especialmente útil para el análisis de situaciones coloniales, esto es, del encuentro de dos o más grupos diferentes mediado por relaciones de poder. En estos contextos, el choque entre distintas prácticas, creencias y ontologías derivó (y sigue derivando) en la construcción de matrices de dominación únicas, diferentes de aquellas existentes en los territorios colonizados antes del contacto y también a aquellas que operaban en las metrópolis del momento. El papel jugado por la materialidad en la constitución de estas matrices de dominación se hace especialmente evidente en los espacios engenerados. En casos como el de las áreas domésticas o los edificios propios de instituciones pre-contacto y coloniales (casas de hombres, mercados, colegios, seminarios, presidios, fuertes, conventos, monjeríos…), el espacio juega un papel crucial en la reformulación de nuevos estándares de género, siempre mediados por otros ejes de opresión como la raza, la clase, o las creencias religiosas. El objetivo de esta sesión es explorar la relación entre estos espacios y la emergencia de nuevas matrices de dominación en situaciones coloniales, desde la protohistoria hasta el presente, con un énfasis particular en los procesos de colonización de la edad moderna.

Beatriz Marín-Aguilera (University of Cambridge) bm499@cam.ac.uk

Enrique Moral de Eusebio (Universitat Pompeu Fabra, Barcelona) enrique.moral@upf.edu

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TIPO: Sessão Pré-Circulada

Da morte à cientificidade do corpo dejeto

A morte gera comportamentos humanos específicos. É a própria ritualidade da morte que nos é exclusiva e nos define. O gesto é matéria de estudo do Arqueólogo. Desde o movimento da Nova Arqueologia, gerado na década de 1960 nos Estados Unidos, e acompanhado, a ritmos vários, em todo o globo, tornou-se necessária a abordagem específica aos gestos produzidos post mortem por quem nos rodeia. Na guerra, na paz, na miséria, na calamidade pública, no genocídio, os comportamentos são distintos, variando ao longo do tempo, mas são sempre intencionais. Que comportamentos geram que contextos? Que vestígios podemos esperar de ritualidades distintas? A abordagem teórica a este tema tem sido enfraquecida, ao longo das últimas décadas, diluindo-se na violência da aceleração, da desmaterialização e da incorporalidade digital. Confrontado com este recente furor, cada vez mais presente, o “antropólogo” debate-se, questiona, busca amarras para a sustentação da sua dúvida: é o corpo humano vida, vestígio biológico, memória do “outro”, espelho do “eu”, entidade inviolável? Como defende o Direito a personalidade jurídica do cadáver? Será o corpo mero objeto de estudo, amostra de património biológico, resposta a dúvidas sobre a história (o mistério) da vida, cientificidade exacerbada? Se a Arqueologia da Morte recupera indícios de “gestos e comportamentos humanos”, como construímos na atualidade a moldura da morte, do ritual, do significado, e como gerimos o corpo/cadáver/dejeto? O que nos representa após a morte é aquilo que de nós sobrevive, corpóreo. Ou não…

Pretendemos, nesta sessão, abordar as questões prementes das várias disciplinas/sensibilidades/ramos do conhecimento que possam integrar uma visão específica para a Teoria da Arqueologia da Morte. As áreas escolhidas para o debate são:

–          Teologia

–          Direito

–          Artes Plásticas

–          Arquitetura Funerária Atual (municipal)

–          Ética para as Ciências da Vida

–          Arqueologia da Morte

Lucy Evangelista (PhD Antropologia Biológica, Universidade de Coimbra; ERA Arqueologia, S.A; Interdisciplinary Center for Archaeology and Evolution of Human Behaviour – ICArEHB) lucyevangelista@eraarqueologia.pt

Cidália Duarte (MA Anthropology, University of Alberta, Canada; Ministério da Cultura, Direção Regional de Cultura do Norte) cduarte@culturanorte.gov.pt

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TIPO: Sessão-Colóquio

Os “novos materialismos” e a arqueologia peninsular

Nos últimos anos a arqueologia tem prestado especial atenção a correntes filosóficas de matriz ontológica ou metafísica como a Ontologia Orientada aos Objetos (OOO) de G. Harman ou a perspetiva deleuziana de agenciamento (assemblage theory), desenvolvida por M. Delanda. Estas linhas de pensamento filosófico inspiraram a emergência da Arqueologia Simétrica, com raízes no Norte da Europa e no Norte da América (perspetiva problematizada na Península por A. González-Ruibal), que se dirige aos objetos, e a Arqueologia do Agenciamento ou Assemblage Theory, teorizada sobretudo no Reino Unido e que se debruça principalmente sobre as relações. Estas novas correntes, revolucionárias segundo alguns autores, emergentes nos tradicionais centros de poder da arqueologia teórica, parecem não ter grande impacto na arqueologia da Península Ibérica. Quais os motivos deste aparente desinteresse? Poderá este afastamento residir nos conteúdos destas novas correntes ou denota o pouco investimento na discussão teórica em contexto peninsular? No entanto, alguns trabalhos têm sido publicados que se inspiram ou incorporam as correntes filosóficas enunciadas e seguem as novas posições teóricas da arqueologia anglo-saxónica. Poderão estas novas abordagens ser efetivamente revolucionárias? Nesta sessão acolhemos trabalhos que questionem estas novas abordagens em contexto peninsular (ou a ausência destas), numa perspectiva essencialmente teórica ou através da apresentação de casos de estudo e da prática arqueológica pensados segundo as correntes ontológicas. Pretende-se abrir o debate arqueológico à reflexão teórica da prática arqueológica e, partindo das perspectivas ontológicas, pensar sobre o(s) objeto(s) da arqueologia.

Ana Vale (CITCEM-FLUP) ana.m.vale@gmail.com

Irene Garcia Rovira (Universidade de Manchester) irene.g.rovira@gmail.com

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TIPO: Mesa-Redonda

Pasado, presente y ¿futuro? del machismo en la arqueología ibérica

El objetivo de esta mesa redonda es poner el foco de atención en la aparentemente inseparable relación entre la arqueología y el machismo. Si consideramos que, al igual que en la sociedad, este machismo es de carácter estructural, podemos pararnos a analizar y discutir cómo esto se materializa en la práctica y en la teoría arqueológica. Uno de los focos de atención recae inevitablemente en el acoso y abuso sexual o por razón de sexo y género. Pretendemos ampliar el espectro, reparando así no sólo en la violencia contra las mujeres*, extendiendo el debate hacia todas las personas y colectivos disidentes de la heteronorma. Buscamos, por lo tanto, crear un espacio en el que tengan cabida testimonios personales, iniciativas y proyectos transfeministas contra el acoso y abuso sexual, experiencias y propuestas para hacer frente a los sectores que se oponen a estas iniciativas y reflexiones sobre la forma en la que estas violencias se han naturalizado e invisibilizado. Pero no sólo se trata de reflexionar sobre lo que fue y lo que sigue siendo la Arqueología, buscamos también la forma de reflexionar sobre hacia dónde vamos, sobre nuestro compromiso, coherencia, sobre la forma en la que seguimos perpetuando las desigualdades y aprovechándonos de los privilegios que nacen de estas. Por otro lado, se pretende reflexionar sobre las consecuencias directas que tienen sobre nosotras la falta de referentes a lo largo de nuestra trayectoria, las dificultades que conlleva llevar a cabo estudios transfeministas, no por la ausencia de especialistas, de interés, de temáticas explorables a través de esta perspectiva. La falta de visibilidad de estos referentes, las dificultades para alcanzar la repercusión de los estudios más mainstream, el sentimiento de desamparo, saturación, agotamiento, de confrontación… En definitiva, cómo influye en nosotras como personas, como investigadoras y como profesionales el abordar la arqueología desde la militancia transfeminista. Esto, por suerte, abre el camino a crear alianzas, compañeras y redes de apoyo que en ocasiones terminan convirtiéndose en espacios de terapia. Perseguimos crear un espacio de debate en el que confluyan distintas realidades y experiencias, distintas ideas y propuestas que, desde el transfeminismo y la interseccionalidad, desde lo personal y desde lo colectivo, presentan herramientas y alternativas para transformar la práctica arqueológica.

Aitziber González García (Euskal Herriko Unibertsitatea) aitziber1991@hotmail.com

Enrique Moral de Eusebio (Universidad Pompeu Fabra) Enrique.m.deusebio@gmail.com

Antonio Higuero (IIIPC) higuero.antonio@gmail.com

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TIPO: Sessão-Colóquio

No todo es como parece: Repensando la educación pública y la divulgación en la Arqueología y en la gestión del Patrimonio de la Península Ibérica

La educación pública y la divulgación son imperativos éticos de la práctica en arqueología y de la gestión del patrimonio arqueológico. En la última década, el número de actividades dedicadas a la participación del público en la arqueología ha aumentado rápida y de manera considerable en la Península Ibérica. Sin embargo, este proceso también ha transformado estas actividades en obligaciones costosas. Por lo tanto, los arqueólogos y profesionales del patrimonio tienden a desarrollarlas como automatismos. Esto, obviamente, afecta a la calidad de la información y de los programas ofrecidos a los diversos públicos, así como la mejora de la salvaguardia y protección de los registros arqueológicos y del patrimonio. Aproximar a las personas de la arqueología no es sólo un entretenimiento interactivo temporal. Por lo tanto, debe cumplir un objetivo preciso y cuidadosamente planificado a largo plazo. Esta sesión tiene como objetivo discutir la teoría y la ética en relación con la educación pública y la difusión de la arqueología entre los profesionales de Portugal y España. Los participantes no deben centrarse en presentar ejemplos de actividades desarrolladas; deben utilizarlos como casos de estudio para explorar la filosofía que les subyace. Aceptaremos trabajos que traten con: teoría, ética, agendas e ideologías relacionadas con la enseñanza y la comunicación de arqueología, así como asociadas a enfoques de investigación de base comunitaria; el papel de las colaboraciones pluri e interdisciplinares en la promoción de la inclusión del público en arqueología; integrando grupos de migrantes y resolviendo crisis post-migración a través del patrimonio arqueológico.

Laura Coltofean (Investigadora Postdoctoral (España). Proyecto ERC Artsoundscapes. Secció de Prehistòria i Arqueologia Universitat de Barcelona) laura.coltofean@gmail.com; laura.coltofean@ub.edu

Tiago Gil (Arqueólogo (Portugal). PICMOR – Projecto de Investigação do Castelo de Monforte de Ribacôa. RIBACVDANA – Associação de fronteira para o desenvolvimento comunitário) arqueotigas@gmail.com

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TIPO: Mesa-Redonda

O nome das coisas: interoperabilidade e gestão de informação na arqueologia portuguesa

Desde o início da afirmação da disciplina, no séc. XIX, a atividade arqueológica é responsável pela produção de um significativo conjunto de dados, que têm servido de base documental para a construção do discurso histórico sobre o território português. A profunda transformação do exercício da arqueologia em Portugal operada nas últimas décadas implicou um crescimento exponencial da massa de informação produzida por trabalhos arqueológicos.

Esta tendência de crescimento na produção de dados, sejam materializados no espólio recolhido ou na documentação dos trabalhos realizados, não tem sido acompanhada por uma reflexão teórica sobre a forma como é registada, preservada e difundida essa informação. A gestão de informação é casuística e determinada pelos objetivos imediatos dos projetos que a geram, comprometendo muitas vezes a reutilização dos dados para além do seu contexto original.

Os principais objetivos desta mesa-redonda são debater a forma como estamos a recolher e gerir informação arqueológica em Portugal, e refletir sobre a possibilidade de melhorar as práticas correntes no sentido do cumprimento dos princípios FAIR (findability, accessibility, interoperability, and reusability).

Serão convidados a integrar o painel da mesa-redonda arqueólogos que possam partilhar experiências de boas práticas neste âmbito, mas também profissionais de outras áreas que tragam exemplos na gestão de informação e contribuam para o enriquecimento multidiciplinar da discussão. Das intervenções dos convidados e do debate subsequente, espera-se poder surgir a massa crítica necessária à prossecução de uma reflexão que conduza à futura construção de recomendações de boas práticas de interoperabilidade e gestão de informação na comunidade de prática arqueológica portuguesa.

Maria José de Almeida (Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas) mariajosedealmeida@gmail.com

Jorge Raposo (Centro de Arqueologia de Almada) jg1.raposo@gmail.com

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TIPO: Sessão-Colóquio

Materiais arqueológicos – construção, ontologia e “descarte”

Está hoje aberto à escala global o debate em torno das políticas de selecção e “descarte” de materiais arqueológicos. Simultaneamente, no âmbito da Pós(pós)-modernidade, a cultura material adquire um imenso protagonismo no discurso das Arqueologia interpretativas, fenomenológicas e simétricas, onde os objectos como outros agentes sociais negoceiam estatutos e papeis, condicionam cenários, agem sobre o devir histórico, como o mais recente nível interpretativo que se soma a uma história muito longa entre arqueólogos e artefactos.

Na narrativa científica os artefactos – bem como os restantes vestígios materiais de acções humanas – foram, e são, como relíquias, fosseis-directores, meios de produção, pontos numa tabela estatística, signos de um texto complexo, elementos constituintes do discurso arqueológico. Por isso, a exo e auto-representação dos arqueólogos classifica-os como figuras de mediação, tradutores que fazem falar pedras mudas, capazes de revestir de profundo significado histórico o que é, para o não-especialista, lixo…

Recuperação de artefactos, recuperação do Passado, recuperação dos antigos sistemas  sociais

–          recuperação é, com probabilidade, um dos verbos mais comumente associado à actividade arqueológica. Os arqueólogos são os que recuperam aquilo que outros – que não os arqueólogos

–          descartaram.

Na utopia das recolhas integrais ao longo de uma escavação, onde todas as lascas e restos de produção são livres e iguais perante uma Ciência que não os distingue – como num juramento de Hipócrates não verbalizado – representam a salvação do dado histórico, salvo do esquecimento. É o acto simples da recolha no campo do objecto – acção que foi sempre resultado de uma selecção pessoal como sublinhou recentemente Carlos Fabião – à qual se segue a sua colocação no interior de um contentor plástico, devidamente etiquetado – que, como um gesto demiúrgico, abre uma cadeia operatória muito longa que pode incluir laboratórios complexos, acções intrusivas, processos de restauro, até ao descanso final armazenado ou numa vitrine de museu.

Sobre esta complexa estratigrafia de significados atribuídos ou reconhecidos (?) pelo gesto da escolha, o “descarte” apresenta-se como um antí-climax imposto por um quadro operativo de ressonâncias neo-liberais, para quem o espaço de armazenamento + recursos logísticos + recursos humanos necessários ao acondicionamento de artefactos constituem gastos insustentáveis.

Sustainable Management of Archaeological Collections, De-growing museum collections são alguns dos rótulos usados na afirmação das políticas de “descarte”. Este condicionalismo semântico invoca o universo das “boas-práticas”, dos “comportamentos ecologicamente desejáveis” e apresenta o “descarte” como uma atitude própria de “sociedades mais verdes”. Mas considerando a longa relação que a Arqueologia tem construído com os objectos e contextos, e em torno ”destes”, o “descarte” é inevitavelmente, para (muitos) arqueólogos, a morte, o abandono – voluntário ou imposto – daquilo que noutro momento se havia decidido salvar. E é em torno destes tópicos de debate que se propõe esta sessão-colóquio.

João Carlos de Senna-Martinez (UNIARQ/FLUL) sennamartinez@gmail.com

Mariana Diniz (UNIARQ/FLUL) m.diniz@letras.ulisboa.pt